Porque, me deu vontade, me deu inspiração.
Ô vida complicada, vão e vem pessoas, a gente tem que acostumar com isso. Mas eu sempre lembro das melhores, que já foram. Tenho ansiedade pelas que vão vir, quanta coisa interessante elas podem carregar, não?
Mas tenho ficado com medo de deixar pessoas virem, porque, parece que sempre somem, tomam o rumo delas, e eu fico aqui, a ver navios. É que, ultimamente, não tem aparecido pessoas tão interessantes, não estou reclamando, não estou dizendo que as que eu tenho conhecido sejam imprestáveis, tem lá seus encantos, mas queria conhecer alguém diferente, diferente, mas parecido comigo, que me dê esperanças.
Não sei ao certo se alguém vai entender este texto.
E, ela segue, ela tenta, fazer que nem os outros, seguir seu rumo.

Os cabelos estão um pouco maiores, assim como as olheiras, um jaqueta nova muda um pouco o visual normal das camisetas de bandas, um fone de ouvido novo, umas músicas mais pesadas, um texto sendo bolado na cabeça, o velho all star sujo, um isqueiro e um maço de cigarros escondidos nos bolsos e a mesma personalidade de sempre.
O que muda? Praticamente nada, quem vê até pode pensar algo diferente, mas, debaixo de tudo isso, continua o mesmo. O gosto musical, os ódios, os amores, os clichês, tudo ali.
Mas qual o motivo de ainda estar tudo ali? Ele mudou tudo. Mas ainda estava preso a uma personalidade estranha. Já não aguentava mais tudo aquilo.
Acho que ele apenas ficou frio com algumas pessoas, e isso não é certo, eu acho. Mas o que eu acho não importa de fato.
- Você tá estranho de novo cara.
- Eu sei.
- O que houve dessa vez?
- Nada.
- Tem certeza?
- Não.
- Então me conta o que aconteceu.
- Vou criar uma analogia ok?
- Ok.
- Imagine que você é uma pessoa fraca e insegura que demonstra o contrário pra quase todo mundo.
- Ok.
- Você vive triste e melancólico quando está sozinho ok?
- Ok.
- Você não tem motivos pra viver. Então você se agarra com todas as forças em coisas absurdamente banais, só pelo simples fato de querer ter um motivo pra sorrir e viver a tua vida medíocre.
- Ok.
- Vamos dizer que essas coisas banais em que você se agarra se chamam “bases”.
- Sim.
- Então você encontra uma “base” que não é banal, e que ainda te diverte pra valer. Mas você faz alguma idiotice que destrói essa “base”.
- O que acontece agora?
- Agora você está criando um monologo, acredito eu, e tentando se sentir melhor, tentando se convencer que está tudo bem. Mas não está, e você sabe disso.
- Ok. Mas por que você se agarra a essas “bases” de forma tão rápida e desesperadora?
- Bom, porque talvez eu realmente esteja desesperado, com medo de perder todas as minhas “bases” e acabar caindo.
- Caindo?
- Sim, caindo, e como consequência me machucando.
- Entendo.
- Entende nada, você não pode entender o que eu não entendo.
- Por que?
- Por que você, sou eu.
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Anonymous asked: Tem outro tumblr ? Se sim, diga a url. realrocknroll =D Diga-me, quem é você? |

Já é a segunda ou terceira vez que passo por aqui, não gosto daqui. É sempre tão estranho. É escuro, e frio. E estou sozinho.
Meus medos se escondem atrás das árvores desse vale esquecido, eu sinto isso. Sinto sempre que me movo, escuto, as vezes vejo-os correndo pelo canto do olho. Mas eles nunca estão lá.
O que são esses medos? Ele me perturbam! São tão estranhos, e são tantos! Não quero vê-los mais, mas acho que vou ficar por aqui durante muito mais tempo, não acaba assim, nada acaba assim.
Porque não me acompanha na próxima vez? Podemos capturar os medos e aprisiona-los num lugar de onde nunca sairão. Não mais, não enquanto estivermos juntos. Só temos que fazer um esforço para que isso aconteça.
Droga! Estou perdido aqui no meio novamente. Ah, quer saber do que mais. Se eu tiver que morrer que seja aqui, sozinho, sem barulhos ou perturbações.

A única luz que entra pela janela é suficiente apenas pra iluminar mais ou menos o chão e a escrivaninha. No meio de uma segunda-feira cinza escuto meu novo disco do Led Zeppelin. É bonito mas soa tão triste e depressivo quanto Nirvana. Não quero levantar da cama, mas preciso, o vento frio está invadindo meu quarto. Preciso fechar a janela, mas está tão longe…
Que droga é ficar sem objetivos não é mesmo? Apesar da diversão ser um objetivo eu não quero me divertir. Então só reclamo.
Pronto! Janela fechada! Quero dizer, vidro fechado! Vidro por onde fico olhando o céu, que já não é mais o lindo céu azul. O cinza domina. Talvez seja o outono se aproximando - ou já estamos no outono? - sei lá.
- Ah, chega de Led Zeppelin por hoje. Quero ouvir Pink Floyd! - Digo ao meu gato, que me olha com cara de bobo.
Wish You Were Here começa invadir minha casa, vazia, vazia da forma que eu tanto amo.
So,
So you think you can tell
Heaven From Hell (…)
Bonito, mas soa tão depressivo quanto Nirvana. Já falei que não quero me levantar da cama?

Então, lembra-se das conversas que me apavoravam? Não me apavoram mais. Lembra-se dos sorrisos trocados sem motivos entre nós? É, eu também não. Lembra-se do jeito estranho que eu tinha? Aquele mais estranho que agora? É, ele sumiu.
Sabe o que é isso? Isso são as mudanças. As mesmas que te tornaram o que você é, me tornaram o que eu sou. Obviamente, de formas diferentes, mas ainda assim nos mudaram.
Mudanças me davam um certo medo, hoje em dia mal posso esperar por mudanças constantes, em tudo. A impaciência e a agonia agora predominam o ser sorridente e indeciso que antigamente te arrancava sorrisos quase a força.
Mas ninguém liga pros meus, pro nossos dramas pessoais. Se eu mudei, poucos ou ninguém percebeu. Se eu tenho que mudar é pra mim mesmo não pros outros. Você também pensa assim ou sou só eu?
